CISC de Cuiabá monitora calor e queimadas para orientar resposta do SUS no Centro-Oeste

O Sistema Único de Saúde reforçou a preparação para enfrentar os efeitos do calor intenso, da estiagem e dos incêndios florestais no Centro-Oeste. Entre as estruturas envolvidas está o Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC), instalado em Cuiabá, que monitora ondas de calor, queimadas e qualidade do ar para apoiar gestores na organização da rede pública de saúde.
A informação foi divulgada em 16 de setembro de 2026 pelo Ministério da Saúde. A estratégia considera a previsão de redução das chuvas, temperaturas elevadas e aumento do risco de incêndios florestais na região, condições que podem afetar tanto a saúde da população quanto o funcionamento dos serviços.
Como o CISC de Cuiabá apoia o SUS
O Centro de Informação em Saúde e Clima reúne o acompanhamento de dados ambientais e sua relação com possíveis impactos sobre a saúde. No caso do Centro-Oeste, o monitoramento de calor, focos de queimadas e qualidade do ar pode ajudar os responsáveis pela gestão pública a identificar cenários de risco e organizar medidas de vigilância, prevenção e assistência.
O objetivo é oferecer informações que contribuam para decisões mais rápidas diante de situações que podem aumentar a procura por atendimento. A observação das condições ambientais também permite relacionar períodos de fumaça, ar seco e temperaturas extremas à necessidade de reforçar orientações para a população e os cuidados na rede de saúde.
Em maio de 2026, a Prefeitura de Cuiabá abriu seleção para profissionais atuarem com análise de dados climáticos, ambientais, epidemiológicos e territoriais voltados à saúde pública. A iniciativa mostra que a capital mato-grossense já conta com uma estrutura direcionada à produção e à interpretação de informações sobre os efeitos do clima na saúde.
Calor e fumaça aumentam riscos à saúde
De acordo com o Ministério da Saúde, o cenário de estiagem, altas temperaturas e incêndios pode provocar estresse térmico, agravar problemas cardiorrespiratórios e aumentar o risco de acidentes durante o manejo do fogo. A dificuldade de acesso à água potável também aparece entre os possíveis efeitos associados às condições climáticas previstas para o Centro-Oeste.
A fumaça das queimadas exige atenção especial porque pode piorar sintomas respiratórios e afetar pessoas que já convivem com doenças pulmonares ou cardiovasculares. Crianças, idosos e gestantes também estão entre os grupos que precisam de maior cuidado durante períodos de baixa qualidade do ar e exposição a partículas suspensas.
As consequências não se limitam às áreas diretamente atingidas pelo fogo. A fumaça pode se deslocar conforme as condições atmosféricas e comprometer a qualidade do ar em locais distantes dos incêndios. Por isso, o acompanhamento regional é importante para orientar medidas de proteção em diferentes municípios do Centro-Oeste.
Orientações para períodos de fumaça e ar seco
O Ministério da Saúde recomenda evitar atividades físicas ao ar livre quando houver fumaça ou baixa qualidade do ar. A orientação também inclui manter a hidratação e dar preferência a ambientes internos protegidos, especialmente nos períodos de maior concentração de poluentes.
Quando a exposição externa for necessária, o uso de máscaras do tipo PFF2 ou N95 pode ser adotado como medida de proteção. Pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem observar o surgimento ou a piora de sintomas e procurar atendimento de saúde quando houver necessidade.
O acompanhamento de incêndios florestais e das condições ambientais faz parte das ações de vigilância em saúde. A página de monitoramento de incêndios florestais do Ministério da Saúde reúne informações relacionadas ao tema e integra o esforço de preparação para os impactos desses eventos.
Monitoramento ajuda a antecipar decisões
Com o CISC instalado em Cuiabá, a capital mato-grossense participa da produção de informações que conectam clima, ambiente e saúde pública. A utilidade desses dados está em apoiar ações antes que os efeitos do calor intenso e da fumaça se agravem, fortalecendo a capacidade de resposta dos serviços do SUS.
Para a população, a recomendação é acompanhar os alertas e orientações das autoridades, reduzir a exposição à fumaça e procurar atendimento diante de sintomas persistentes. Em um período marcado por estiagem e risco de queimadas no Centro-Oeste, o monitoramento realizado a partir de Cuiabá ajuda a transformar informações ambientais em medidas de prevenção e cuidado.



