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Cuiabá enfrenta mais uma semana de calor extremo e umidade em nível crítico

Defesa Civil orienta cuidados redobrados diante de temperaturas próximas de 40°C e índices de umidade que chegam a 12% na capital mato-grossense

Cuiabá voltou a registrar dias de calor intenso e ar extremamente seco nesta última semana de agosto, um cenário que já se tornou rotina para os moradores da capital nesta época do ano. A combinação de temperaturas próximas dos 40°C com umidade relativa do ar em níveis considerados críticos levou a Defesa Civil municipal a reforçar os alertas e as orientações de cuidado à população. Segundo boletins divulgados pelo órgão, os índices de umidade chegaram a ficar entre 12% e 20% em determinados dias, patamar que a Organização Mundial da Saúde classifica como estado de emergência para a saúde. Esse tipo de situação preocupa especialmente famílias com crianças pequenas, idosos e pessoas que convivem com doenças respiratórias crônicas, grupos mais sensíveis aos efeitos do tempo seco.

A pergunta que mais surge entre os cuiabanos diante desse cenário é simples: até quando o calor deve continuar assim tão intenso? A resposta, de acordo com os próprios boletins da Defesa Civil, é que o padrão climático tende a se manter enquanto não houver previsão de chuvas relevantes na região, algo que normalmente só ocorre com a chegada do período chuvoso, entre setembro e outubro. Até lá, o monitoramento diário segue sendo a principal ferramenta para orientar a população sobre os horários de maior risco e as medidas de proteção necessárias.

O que os boletins da Defesa Civil revelam sobre o calor em Cuiabá

Os boletins semanais divulgados pela Defesa Civil de Cuiabá têm apontado, ao longo de agosto, uma sequência de dias com temperaturas máximas variando entre 35°C e 40°C, acompanhadas por índices de umidade que, em alguns momentos, caíram para até 12%. O secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, tem reforçado em declarações públicas que a combinação de calor elevado com ar seco exige atenção redobrada da população, sobretudo durante o período das 10h às 17h, quando a radiação solar é mais intensa. Ele também destacou que a orientação básica passa por manter a hidratação constante ao longo do dia, mesmo sem sensação de sede, e evitar atividades físicas ao ar livre nos horários de pico de calor.

Além do impacto direto sobre a saúde, o tempo seco tem gerado outra preocupação recorrente nos boletins: o risco elevado de incêndios florestais e urbanos. Segundo a Defesa Civil, quando a umidade relativa do ar fica entre 20% e 30%, o risco de fogo é considerado moderado, mas abaixo de 20% ele passa a ser classificado como muito alto. Nesse contexto, a orientação é evitar qualquer tipo de queimada, seja de lixo doméstico, seja de vegetação em terrenos baldios, prática que já é proibida durante todo o ano e pode ser enquadrada como crime ambiental. A recomendação é que qualquer foco de incêndio identificado seja comunicado imediatamente pelos telefones de emergência, 199 para a Defesa Civil e 193 para o Corpo de Bombeiros.

Como a população pode se proteger durante os dias mais críticos

Diante da repetição desse padrão climático nas últimas semanas, cresce entre os moradores a busca por informações práticas sobre como reduzir os efeitos do calor extremo no dia a dia. As orientações repassadas pela Defesa Civil incluem medidas simples, mas eficazes: manter os ambientes internos umidificados com toalhas ou panos molhados, usar protetor solar mesmo em trajetos curtos, priorizar roupas leves e claras, e reforçar a ingestão de líquidos ao longo de todo o período do dia, não apenas nos momentos de maior calor. Para famílias com bebês, idosos ou pessoas com problemas respiratórios, a recomendação é redobrar a atenção a sinais de mal-estar, como tontura, dor de cabeça persistente ou dificuldade para respirar, buscando atendimento médico assim que esses sintomas aparecerem.

Outro ponto reforçado pelos boletins diz respeito ao uso de máscaras em dias de umidade muito baixa, já que a poeira em suspensão tende a aumentar nesse período e pode agravar quadros respiratórios já existentes. A Defesa Civil também lembra que unidades de saúde da capital costumam registrar aumento na procura por atendimento durante os dias de maior estiagem, o que reforça a importância da prevenção como principal aliada da população nesse período. Enquanto o cenário de seca não se altera, o monitoramento diário segue sendo atualizado, com boletins publicados regularmente no site oficial da Prefeitura de Cuiabá, permitindo que moradores acompanhem a evolução da temperatura e da umidade a cada nova semana.

Diante desse quadro, especialistas em saúde pública costumam recomendar que a população mato-grossense trate o período de seca como parte do calendário sazonal da região, adotando hábitos de proteção de forma contínua e não apenas em dias de alerta mais grave. A repetição desse padrão a cada ano reforça, segundo os próprios órgãos oficiais, a necessidade de planejamento por parte do poder público, tanto para o combate a incêndios quanto para o reforço no atendimento de saúde durante o auge da estiagem. Até a chegada das primeiras chuvas, esperadas para as próximas semanas, a orientação da Defesa Civil permanece a mesma: hidratação, cautela nos horários de sol mais forte e atenção redobrada aos grupos mais vulneráveis da população cuiabana.

Fontes consultadas:
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/defesa-civil-alerta-para-calor-de-ate-40-c-e-umidade-abaixo-de-20-em-cuiaba
https://ftnbrasil.com.br/cuiaba-tera-segunda-feira-de-calor-intenso-e-baixa-umidade-defesa-civil-faz-alerta/
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/defesa-civil-alerta-para-umidade-critica-e-orienta-populacao-sobre-cuidados

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