Política

Ilde Taques admite diálogo por chapa única na disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá

Vereador afirma manter conversas para ampliar apoio e não descarta composição com Paula Calil antes da escolha da próxima Mesa Diretora.

A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, com a possibilidade de uma composição entre grupos que até agora vinham articulando caminhos diferentes para o comando do Legislativo. O vereador Ilde Taques (Podemos), candidato à presidência da Casa, afirmou que mantém diálogo com parlamentares e deixou aberta a possibilidade de construção de uma chapa única envolvendo a atual presidente, Paula Calil (PL). A declaração ocorre em meio aos efeitos de uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) relacionada às regras do Regimento Interno da Câmara. (RepórterMT)

Para o morador de Cuiabá, a movimentação importa porque a Mesa Diretora administra o funcionamento do Legislativo municipal e organiza a condução dos trabalhos da Casa. A eleição definirá o comando da Câmara para o próximo biênio e ocorre em um ambiente de articulações entre vereadores, Prefeitura e diferentes grupos políticos. A dúvida agora é se as negociações produzirão uma composição antes da votação ou se diferentes candidaturas chegarão à disputa.

O que Ilde Taques disse sobre uma chapa única na Câmara?

Ilde Taques afirmou em 15 de setembro que continua conversando com vereadores para consolidar apoio à sua candidatura. Segundo reportagem do RepórterMT, o parlamentar declarou possuir uma base de 13 vereadores e disse trabalhar para ampliar esse grupo. Ao ser questionado sobre uma eventual composição com Paula Calil, indicou que o diálogo permanece possível e que uma construção conjunta não está descartada. (RepórterMT)

Essa possibilidade representa uma nova etapa de uma negociação que já teve diferentes momentos ao longo de 2026. Em julho, Paula Calil declarou que havia procurado Ilde para discutir uma composição capaz de produzir uma chapa unificada para o biênio 2027-2028, mas afirmou que naquele momento não houve consenso dentro do grupo ligado ao vereador. A falta de acordo manteve aberta a disputa pelo comando do Legislativo. (HiperNotícias – Você bem informado)

As conversas também possuem antecedentes anteriores. Em março, Ilde declarou que contava com o apoio de Paula à sua candidatura e chegou a mencionar a possibilidade de a atual presidente continuar integrando a Mesa Diretora em outra função. Nos meses seguintes, porém, o cenário mudou à medida que Paula passou a buscar condições para disputar a permanência na presidência da Casa. (Olhar Direto)

O quadro político, portanto, continua em movimento. A abertura manifestada por Ilde não significa que uma chapa única tenha sido fechada ou que Paula tenha aderido à candidatura dele. Até o momento, o que existe publicamente é a disposição declarada para manter conversas, enquanto diferentes vereadores seguem participando das articulações que antecedem a escolha da próxima Mesa.

Como a decisão do TJMT interfere na disputa pela presidência?

As negociações ganharam importância depois de uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso sobre dispositivos do Regimento Interno da Câmara. O processo envolve regras que exigem apoio de dois terços dos 27 vereadores, ou 18 votos, para determinadas alterações regimentais. A discussão ganhou dimensão política porque uma eventual mudança poderia influenciar a tentativa de viabilizar a recondução de Paula Calil ao comando da Casa. (https://newscuiaba.com.br)

Ilde comemorou a manutenção das regras e afirmou que considera a decisão uma preservação da autonomia do Legislativo municipal. Em entrevista publicada no dia 15, ele sustentou que sua preocupação estava relacionada às prerrogativas da Câmara e não apenas à possibilidade de reeleição da atual presidente. A declaração mostra como a disputa pela Mesa passou a envolver também uma discussão jurídica sobre as próprias normas internas do Parlamento cuiabano. (Estadão MT)

A decisão judicial, porém, não deve ser interpretada como uma definição antecipada de quem comandará a Câmara. Ela trata das regras aplicáveis ao Legislativo e interfere nas alternativas disponíveis aos grupos políticos, enquanto a escolha da Mesa continua dependendo da votação dos vereadores. Diferentes candidaturas e negociações podem continuar até o momento previsto para a eleição.

Para o eleitor de Cuiabá, essa distinção é importante. A decisão do TJMT e a eleição da Mesa são assuntos relacionados, mas não são a mesma coisa. O tribunal analisa questões jurídicas sobre o Regimento Interno, enquanto cabe aos vereadores escolher os integrantes do próximo comando da Câmara dentro das normas válidas para o processo. (https://newscuiaba.com.br)

O que pode acontecer até a eleição da nova Mesa Diretora?

A eleição da Mesa Diretora está prevista para outubro de 2026. A mudança do calendário foi discutida anteriormente dentro da Câmara, e Ilde chegou a apoiar proposta para transferir a escolha para outubro, argumentando que a alteração poderia reduzir conflitos jurídicos relacionados à sucessão. A definição ocorre com antecedência em relação ao início do biênio 2027-2028. (O Bom da Notícia)

Até a votação, o principal movimento deve continuar sendo a busca por apoio entre os 27 vereadores. Ilde afirma possuir um grupo de parlamentares alinhados à sua candidatura, enquanto outros nomes e composições também apareceram durante as negociações realizadas ao longo do ano. A quantidade de apoios declarados pode mudar, razão pela qual números apresentados por candidatos ou seus aliados devem ser entendidos como declarações políticas, e não como resultado antecipado da votação. (RepórterMT)

A relação com o prefeito Abilio Brunini (PL) também faz parte do contexto. Em agosto, o secretário municipal de Governo e presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou que o prefeito não apoiaria a chapa liderada por Ilde e declarou que o grupo governista trabalhava com outra composição. Essas posições ajudam a explicar por que a eleição da Mesa passou a ocupar espaço relevante na política municipal, embora os vereadores sejam responsáveis pelos votos que efetivamente definirão o comando do Legislativo. (Mídia Hoje)

A Câmara exerce funções que vão muito além da eleição de sua direção. Os vereadores analisam projetos municipais, orçamento, fiscalização do Executivo, requerimentos e outras medidas que afetam diretamente os moradores. A composição da Mesa influencia a organização administrativa e a condução dos trabalhos legislativos, motivo pelo qual a negociação pelo comando da Casa tem consequências para o funcionamento institucional nos dois anos seguintes.

A possibilidade de uma chapa única acrescenta agora uma alternativa às articulações que se desenvolveram durante 2026. Para que essa composição avance, porém, será necessário acordo entre vereadores que até aqui defenderam estratégias distintas para a sucessão. Até a realização da votação, declarações de apoio, novas negociações e eventuais mudanças jurídicas ainda podem alterar o desenho da disputa.

Fontes:

RepórterMT — Ilde Taques fala sobre composição e chapa única

Estadão Mato Grosso — Ilde comenta decisão do TJMT e disputa na Câmara

Câmara Municipal de Cuiabá — Perfil e atividade parlamentar de Ilde Taques

O Bom da Notícia — Discussão sobre eleição da Mesa Diretora em outubro

HiperNotícias — Paula Calil relata tentativa anterior de composição

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