Descubra como o Funrural pode reduzir seus impostos na agricultura familiar

Como considera Parajara Moraes Alves Junior, contador especialista em agronegócio e CEO da Junior Contabilidade & Assessoria Rural, a opção pelo recolhimento do Funrural sobre a receita bruta costuma ser a conclusão mais vantajosa para o produtor pessoa física que possui uma folha de pagamento reduzida ou sazonal. Além disso, essa escolha deve ser feita anualmente no mês de janeiro e impacta diretamente a competitividade do negócio.
A decisão entre tributar a comercialização ou a folha de salários exige cálculos precisos e uma visão estratégica, pois uma escolha errada pode comprometer a margem de lucro de toda a safra. Continue a leitura e descubra como realizar uma escolha segura para a sua realidade produtiva e evitar custos desnecessários com a previdência rural.
Como funciona a escolha da tributação para o produtor pessoa física?
O Funrural incide sobre a receita bruta da comercialização da produção rural à alíquota total de 1,3 por cento, sendo 1,2 por cento destinado ao INSS e 0,1 por cento ao RAT. Conforme explica Parajara Moraes Alves Junior, consultor em planejamento tributário, sucessório e patrimonial rural, a Lei 13.606 de 2018 permitiu que o produtor opte por pagar a contribuição patronal sobre a folha de pagamento em vez da comercialização.
Essa flexibilidade é uma ferramenta poderosa de planejamento tributário rural, pois permite que cada produtor adapte a carga tributária ao seu modelo de operação específico, seja ele de alta tecnologia ou de mão de obra intensiva. A opção pela folha de salários envolve o pagamento de 20% de contribuição previdenciária patronal e o adicional para o RAT, que varia de 1 a 3%, conforme o grau de risco.
Quais são os riscos de uma escolha mal planejada no Funrural?
Uma escolha baseada apenas em estimativas sem fundamentação técnica pode levar o produtor a pagar muito mais imposto do que o necessário durante todo o ano civil. Como destaca Parajara Moraes Alves Junior, CEO da Junior Contabilidade & Assessoria Rural, a irretratabilidade da opção feita em janeiro significa que o produtor ficará preso àquele regime até o final do exercício.

Erros no cálculo do ponto de equilíbrio entre a folha de pagamento e o faturamento bruto geram um custo fixo que corrói a rentabilidade da atividade agropecuária brasileira. A falta de acompanhamento mensal das receitas e das despesas com pessoal impede correções de rumo que seriam fundamentais para a proteção patrimonial da família. Além do custo financeiro direto, a ausência de um planejamento tributário rural robusto aumenta a exposição a fiscalizações e multas por parte da Receita Federal e do Ministério do Trabalho.
Passos práticos para otimizar o Funrural na pessoa física
A otimização do recolhimento previdenciário no agronegócio exige uma rotina permanente de análise de dados capaz de mostrar ao produtor rural o impacto financeiro de cada colaborador contratado e de cada operação comercial realizada. De acordo com Parajara Moraes Alves Junior, a organização documental é o alicerce de qualquer estratégia eficiente de planejamento tributário no campo.
Sem informações confiáveis e atualizadas, o produtor acaba tomando decisões sem previsibilidade, aumentando os riscos de perda de competitividade diante de propriedades que possuem maior controle sobre seus custos tributários e trabalhistas. A gestão profissional da fazenda transforma os números da operação em ferramentas estratégicas para crescimento sustentável e proteção patrimonial.
A gestão correta do Funrural é essencial para a longevidade da atividade rural
A correta gestão do Funrural para a pessoa física é um dos pilares mais importantes do planejamento tributário rural, que visa a longevidade da atividade no campo. A análise feita por Parajara Moraes Alves Junior indica que a integração entre a conformidade previdenciária e a proteção patrimonial é o segredo para manter a fazenda lucrativa e segura. O produtor rural não deve enxergar os tributos apenas como um peso, mas como um elemento de gestão que, quando bem administrado, permite uma sucessão no agro muito mais fluida e econômica.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez



