Política

Corrida ao governo de Mato Grosso tem seis chapas confirmadas após fim do prazo de registro

Disputa reúne nomes com trajetórias distintas e projeta cenário de segundo turno

O prazo para registro de candidaturas às eleições estaduais de 2026 em Mato Grosso se encerrou no dia 15 de agosto, e o estado já tem o quadro definido para a disputa pelo Palácio Paiaguás. Mato Grosso passou a ter seis candidatos na corrida pelo governo estadual, em uma eleição que reunirá 2,6 milhões de eleitores aptos a votar em 141 municípios. O pleito reflete a força do agronegócio na política local, já que a economia do estado é marcada pela presença de produtores rurais entre os principais grupos de influência política, reunindo candidatos com trajetórias bem diferentes entre si. CNN BrasilCNN Brasil

Pivetta busca a reeleição após assumir o cargo em 2026

O atual governador, Otaviano Pivetta, do Republicanos, chegou ao cargo em 31 de março de 2026 depois da renúncia de Mauro Mendes, que deixou o Executivo estadual para concorrer ao Senado Federal. Pivetta era o vice-governador eleito em 2022 e, pela legislação eleitoral, está apto a disputar a reeleição neste ano. Sua coligação conta com mais cinco partidos, entre eles a Federação PSDB-Cidadania, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, e o Podemos. WikipediaPoder360

O nome apontado como favorito nas pesquisas de intenção de voto é o senador Wellington Fagundes, do PL. Descrito como pré-candidato da família Bolsonaro, ele lidera as pesquisas na corrida pelo governo estadual. Um levantamento da Real Time Big Data, realizado entre 7 e 11 de agosto, apontou 34% das intenções de voto para Fagundes em votos válidos no primeiro turno, contra 26% de Pivetta. Os números indicam que a disputa pode se estender a um segundo turno, cenário já mencionado por lideranças políticas da região, incluindo o prefeito de Cuiabá. JOTAPoder360

Chapa de oposição reúne apoio de Lula

Do campo governista federal, a médica Natasha Slhessarenko, do PSD, encabeça a chapa apoiada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A candidata recebeu apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, estreando em uma disputa para cargo eletivo. Formada em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso, ela atua como pediatra, patologista clínica, professora universitária e empresária na área da saúde, e terá como vice o advogado e professor universitário Diogo Botelho. Agora MTAgora MT

A corrida ao governo também conta com candidaturas de partidos menores. Maurício Coelho de Souza Junior, de 32 anos, empresário nascido em Itabira, Minas Gerais, disputa pelo Mobiliza em chapa isolada, sendo a primeira candidatura dele ao governo de Mato Grosso registrada na Justiça Eleitoral. Seu vice é o médico Wagner Malheiros, especialista em pneumologia, natural de Cuiabá e formado pela Faculdade de Medicina de Valença, com atuação também no enfrentamento à pandemia de covid-19. CNN BrasilAgora MT

Também concorre Rafaell Milas de Oliveira, de 43 anos, publicitário nascido em Umuarama, no Paraná, que disputa pelo Missão com o vice Thales Sartorelo. Completa a lista Laudicerio Aguiar Machado, de 47 anos, policial militar nascido em Cuiabá, filiado ao Agir e único candidato que se declara pardo entre os postulantes ao cargo, já com passagem por outras quatro eleições anteriores. CNN BrasilCNN Brasil

Ajustes de última hora nas chapas

O período que antecedeu o fechamento das candidaturas também foi marcado por movimentações estratégicas. A vice na chapa de Pivetta, Gisela, substituiu Fábio Garcia em agosto, depois que o nome dele foi envolvido em uma suspeita de desvio de R$ 308 milhões em dinheiro público no estado. Já entre pré-candidatos que desistiram da corrida, o professor e geólogo Caiubi Kuhn retirou sua pré-candidatura em 4 de julho para apoiar Natasha Slhessarenko, enquanto o empresário Marcelo Maluf deixou a disputa em 2 de agosto para assumir a vaga de vice na chapa de Wellington Fagundes. CNN BrasilWikipedia

A eleição em Mato Grosso não se resume à disputa pelo Executivo. Também estão em jogo as vagas do Senado Federal ocupadas por Carlos Fávaro, do PSD, vencedor da eleição suplementar de 2020, e Jayme Campos, do União Brasil, eleito em 2018 ainda pelo extinto Democratas. O resultado dessas disputas deve influenciar diretamente a correlação de forças na Câmara e no Senado nos próximos anos, com reflexos sobre pautas de interesse do agronegócio e da gestão ambiental do Pantanal. Wikipedia

Expectativa para a reta final da campanha

Com as candidaturas oficialmente registradas, a atenção se volta agora para o início da propaganda eleitoral e para os debates que devem acontecer nas próximas semanas. A distância entre os dois primeiros colocados nas pesquisas, embora relevante, ainda está dentro da margem que costuma se estreitar ao longo da campanha, o que deve manter Cuiabá e o restante do estado no centro de uma disputa equilibrada até o primeiro turno, marcado para outubro.

Fontes:

https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/quem-sao-os-candidatos-a-governador-de-mato-grosso-em-2026/

https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/saiba-quem-sao-os-candidatos-ao-governo-de-mato-grosso-em-2026/

https://www.agoramt.com.br/2026/08/conheca-os-candidatos-e-vices-que-vao-disputar-o-governo-de-mato-grosso-nas-eleicoes-2026/

https://www.jota.info/eleicoes/eleicoes-2026/quem-sao-os-candidatos-ao-governo-de-mato-grosso-nas-eleicoes-2026-agosto

https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_estaduais_em_Mato_Grosso_em_2026

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