Região de Jundiaí tem 18 candidatos ao Legislativo e Justiça Eleitoral reforça fiscalização digital

Campanha eleitoral começou oficialmente em agosto e novo aplicativo permite denunciar propaganda irregular direto pelo celular
Quem pode votar e como começou a campanha
O primeiro turno das eleições de 2026 já tem data marcada para 4 de outubro, e a corrida eleitoral na região de Jundiaí ganhou contornos mais claros neste mês, com o fechamento do registro de candidaturas. Ao todo, 18 nomes da cidade e municípios vizinhos disputam vagas no Legislativo, sendo dez para a Câmara dos Deputados em Brasília e oito para a Assembleia Legislativa de São Paulo, número que reforça a relevância da região na disputa por representação política estadual e federal.
Mais de 632 mil eleitores da região estão aptos a votar neste pleito. A campanha eleitoral começou oficialmente no dia 16 de agosto, data em que passaram a ser permitidos o pedido explícito de voto, a divulgação de números de urna e a propaganda em rádio, televisão e internet. No primeiro dia oficial de campanha, candidatos percorreram bairros de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, reunindo apoiadores em caminhadas e ações de rua, prática comum no início de disputas eleitorais no interior paulista.
Candidaturas que não avançaram
Nem todos os nomes que apareciam como pré-candidatos durante os meses anteriores confirmaram registro oficial. Dois postulantes a deputado federal que vinham sendo mencionados na fase de pré-campanha optaram por não seguir na disputa deste ano, movimento que costuma ocorrer conforme partidos definem suas chapas finais e avaliam viabilidade eleitoral de cada nome.
Para fiscalizar a campanha, o Tribunal Superior Eleitoral reforçou o uso do aplicativo Pardal, ferramenta que permite a qualquer eleitor enviar denúncias sobre infrações e irregularidades na propaganda eleitoral diretamente pelo celular, com garantia de sigilo. A novidade deste ano é a integração do sistema com o Processo Judicial Eletrônico, o que deve acelerar a análise das denúncias pelos juízes eleitorais e permitir notificações mais rápidas para candidatos e partidos que precisem regularizar situações irregulares.
Regras específicas para o período de propaganda
A legislação eleitoral deste ano também trouxe vedações mais rígidas relacionadas ao uso de tecnologia nas campanhas. Está proibido o uso de conteúdo sintético para criar, substituir ou alterar imagem e voz de candidatos sem autorização, prática conhecida popularmente como deepfake, além do uso de chatbots ou avatares que simulem conversas reais com o próprio candidato. A desinformação com fatos inverídicos sobre o processo eleitoral também passou a ser tratada como irregularidade, tanto na pré-campanha quanto no período oficial.
Com a campanha em curso, moradores da região devem acompanhar de perto as propostas apresentadas pelos candidatos, especialmente em temas que afetam diretamente Jundiaí, como investimentos em mobilidade regional, qualificação profissional e infraestrutura para o setor produtivo. A Justiça Eleitoral recomenda que qualquer suspeita de irregularidade, como propaganda antecipada, compra de votos ou uso indevido da máquina pública, seja registrada pelos canais oficiais, já que o fortalecimento da fiscalização digital tende a ser um dos marcos deste pleito em todo o país.
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