Gisela Simona é escolhida como vice de Pivetta após saída de Fábio Garcia em Mato Grosso

Deputada federal do União Brasil passa a integrar a chapa de Otaviano Pivetta na disputa pela reeleição ao Governo de Mato Grosso; mudança mantém o partido na composição majoritária e reforça a presença da Baixada Cuiabana.
A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) foi escolhida para disputar a Vice-Governadoria de Mato Grosso na chapa liderada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições de 2026. A definição ocorreu na terça-feira (11) e repercute nesta quarta-feira, 12 de agosto, após uma sequência de articulações para reorganizar a chapa governista. (Primeira Página)
A mudança aconteceu depois que o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) desistiu de concorrer como vice e decidiu voltar à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com a saída, o grupo de Pivetta precisou definir rapidamente um substituto sem romper o espaço reservado ao União Brasil na composição eleitoral. (Notícia Exata)
Gisela acabou escolhida depois de aparecer entre os nomes avaliados para a vaga. A definição também atende a uma intenção manifestada anteriormente por Pivetta de ter uma mulher ligada à Baixada Cuiabana como companheira de chapa. Gisela é natural de Cuiabá e possui trajetória política e profissional fortemente vinculada à capital. (Primeira Página)
Por que Gisela Simona foi escolhida para vice?
A escolha resolve duas questões importantes para a estratégia eleitoral do grupo. A primeira é manter o União Brasil na chapa majoritária, mesmo depois da saída de Fábio Garcia. A segunda é reforçar a presença feminina e a representação política da região de Cuiabá na candidatura liderada por Pivetta. (Primeira Página)
Antes da decisão final, outros nomes circularam nos bastidores. Reportagens apontaram, por exemplo, a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira, e o ex-secretário estadual de Fazenda Rogério Gallo entre as alternativas consideradas. Já o Diário de Cuiabá informou que Gisela e a vereadora cuiabana Michelly Alencar chegaram à etapa final das articulações. (Gazeta Digital)
A definição também representa uma mudança nos planos da própria Gisela. Antes de ser confirmada na chapa, ela havia afirmado que seu projeto era concorrer novamente à Câmara dos Deputados e que ainda não havia recebido convite formal para ser vice. Com a reorganização ocorrida nesta semana, porém, o caminho eleitoral da parlamentar mudou. (Primeira Página)
Politicamente, Gisela leva para a chapa uma trajetória ligada principalmente à defesa do consumidor e à política cuiabana. Ela já comandou o Procon de Mato Grosso e disputou a Prefeitura de Cuiabá em 2020, quando terminou o primeiro turno na terceira posição. Posteriormente, chegou à Câmara dos Deputados pelo União Brasil. (Wikipedia)
Saída de Fábio Garcia obrigou chapa a ser reorganizada
Fábio Garcia havia sido inicialmente confirmado como candidato a vice na construção da aliança entre Republicanos e o grupo formado por União Brasil e Progressistas. A composição colocava o parlamentar, que também ocupou a chefia da Casa Civil no governo estadual, ao lado de Pivetta na corrida pelo Palácio Paiaguás. (Primeira Página)
O cenário mudou nesta semana. Garcia anunciou que deixaria a candidatura a vice e retomaria o projeto de buscar a reeleição como deputado federal. A saída abriu espaço para uma nova rodada de negociações dentro da base governista. (Notícia Exata)
A mudança ocorre também em meio aos desdobramentos da Operação Heritage, da Polícia Federal. Reportagens locais relacionam a reorganização política às medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da investigação. Entre as restrições mencionadas pelas fontes está a proibição de comunicação entre algumas pessoas investigadas. (Notícia Exata)
É importante diferenciar, entretanto, investigação de condenação. A existência de medidas cautelares ou de uma investigação em andamento não significa, por si só, que os envolvidos tenham sido considerados culpados. No campo eleitoral, o efeito imediato foi a alteração da composição que vinha sendo construída para a disputa estadual.
O que Gisela pode acrescentar à chapa de Pivetta?
Uma das principais características da escolha é a ligação de Gisela com Cuiabá e a Baixada Cuiabana. Essa presença pode ser estratégica em uma eleição estadual, principalmente porque a capital concentra uma parcela relevante do eleitorado e possui questões próprias relacionadas a saúde, mobilidade, infraestrutura, emprego e serviços públicos.
A parlamentar também possui experiência em eleições majoritárias. Em 2020, Gisela concorreu à Prefeitura de Cuiabá e recebeu 52.191 votos, ou 19,42% dos votos válidos, terminando a primeira etapa da eleição em terceiro lugar. (Wikipédia)
Essa experiência significa que seu nome já passou por uma campanha de grande exposição na capital. Para a chapa de Pivetta, isso pode ajudar no trabalho de identificação junto ao eleitorado cuiabano, embora o impacto real da escolha só possa ser medido ao longo da campanha e por pesquisas eleitorais posteriores.
Outro elemento é a manutenção do União Brasil dentro da composição majoritária. A substituição de Garcia por uma integrante do mesmo partido evita uma ruptura imediata na distribuição de espaços entre as forças que formaram a aliança eleitoral. (Primeira Página)
Eleições de 2026 entram em nova fase em Mato Grosso
Com a definição de Gisela Simona, a chapa governista procura encerrar rapidamente a incerteza provocada pela saída de Fábio Garcia. Pivetta mantém sua candidatura à reeleição e passa a ter uma nova companheira na disputa pelo Governo de Mato Grosso. (Sapicuá)
A alteração também interfere na corrida proporcional. Garcia volta a concentrar esforços na tentativa de permanecer na Câmara dos Deputados, enquanto Gisela deixa o projeto de disputar uma vaga federal para integrar a eleição majoritária estadual. Na prática, duas candidaturas importantes do União Brasil tiveram seus caminhos reorganizados em poucos dias. (Notícia Exata)
Para Cuiabá, a escolha coloca novamente uma política com forte trajetória local no centro da disputa pelo comando estadual. Além de ter nascido na capital, Gisela já disputou a prefeitura e construiu parte importante de sua projeção pública à frente da defesa do consumidor em Mato Grosso.
A partir de agora, o principal ponto será observar como a nova composição será apresentada ao eleitor e quais funções Gisela assumirá na estratégia da campanha. Também será possível avaliar se sua entrada produzirá mudanças no desempenho da chapa na Baixada Cuiabana e entre o eleitorado feminino.
Com a definição anunciada em 11 de agosto, a corrida pelo Governo de Mato Grosso ganha, portanto, uma nova configuração. Pivetta mantém o União Brasil como aliado na chapa, Fábio Garcia retorna à corrida pela Câmara e Gisela Simona deixa a disputa proporcional para tentar chegar ao Palácio Paiaguás como vice-governadora. (Primeira Página)



