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Cuiabá reforça alerta contra gripe e pneumonia durante período de calor extremo e baixa umidade

Secretaria Municipal de Saúde orienta população sobre prevenção às doenças respiratórias enquanto casos de influenza seguem em alta na capital

Com a chegada do período de estiagem em Cuiabá, marcado por baixa umidade do ar, altas temperaturas e maior concentração de partículas na atmosfera, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçou nesta semana as orientações à população sobre prevenção contra influenza, pneumonia e outras doenças respiratórias. O alerta chega em um momento delicado para a saúde pública da capital, já que o mais recente Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios havia apontado aumento expressivo nos casos de gripe ao longo deste ano. A combinação entre calor intenso, ar seco e maior circulação de vírus respiratórios tem preocupado autoridades sanitárias, que recomendam atenção redobrada aos primeiros sintomas e reforçam a importância da vacinação, disponível gratuitamente na rede municipal.

O que diz o boletim epidemiológico sobre a influenza em Cuiabá

O cenário atual não surgiu de forma isolada. Segundo o boletim mais recente divulgado pela SMS, referente às semanas epidemiológicas 1 a 25 deste ano, Cuiabá registrou 2.239 casos de influenza A e B, dos quais 1.742 ocorreram entre moradores da capital. O número representa um aumento de 74,02% em comparação com o mesmo período de 2025. As crianças de 0 a 6 anos lideram as notificações, com 893 casos registrados, faixa etária que costuma concentrar o maior número de atendimentos por doenças respiratórias em razão da imunidade ainda em desenvolvimento.

O documento também revela o impacto da doença nos casos mais graves atendidos pela rede pública. Foram contabilizadas 325 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pela influenza, sendo 254 delas envolvendo moradores de Cuiabá. O boletim ainda registra 21 óbitos relacionados à doença, dos quais 16 ocorreram entre residentes da capital. A maior parte das vítimas, 14 pessoas, tinha mais de 60 anos, faixa etária considerada de maior risco para complicações respiratórias graves, o que reforça a importância da vacinação prioritária para esse grupo específico.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica municipal, o crescimento nos casos está relacionado a três fatores principais: a sazonalidade típica dos vírus respiratórios neste período do ano, a baixa cobertura vacinal entre os grupos prioritários e a ampliação da oferta de exames laboratoriais, que tem permitido identificar um número maior de infecções que antes passavam sem diagnóstico. Essa combinação de fatores ajuda a explicar por que o aumento percentual chama tanto a atenção, sem necessariamente indicar apenas uma piora abrupta da situação sanitária na capital.

Vale destacar que, enquanto os casos de influenza sobem, a cidade registra comportamento inverso em relação à Covid-19. Boletins anteriores da própria Secretaria já haviam mostrado queda superior a 89% nas notificações da doença em comparação com anos anteriores, o que sugere uma mudança no padrão de circulação viral na capital, com a influenza assumindo papel de maior protagonismo entre as infecções respiratórias monitoradas pela rede municipal de saúde neste momento.

Por que o calor e a baixa umidade agravam o risco de doenças respiratórias

O período de estiagem que atinge Cuiabá neste momento cria condições favoráveis para a proliferação de vírus respiratórios e para o agravamento de quadros já existentes. A baixa umidade relativa do ar resseca as mucosas do sistema respiratório, tornando o organismo mais vulnerável à ação de vírus e bactérias. Some-se a isso a maior concentração de partículas em suspensão na atmosfera, típica de períodos secos e com pouca chuva, fator que agrava quadros alérgicos e respiratórios preexistentes, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças pulmonares crônicas.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os públicos prioritários para atenção redobrada neste período incluem crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e trabalhadores da área da saúde, além de outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde como mais suscetíveis a complicações. Para esses públicos, a orientação é buscar uma das 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) espalhadas pela capital para avaliação médica e atualização da carteira de vacinação, já que a imunização segue sendo apontada pelas autoridades sanitárias como a principal ferramenta de prevenção contra formas graves da influenza.

Como a rede de saúde de Cuiabá está se preparando para o período de maior demanda

Diante do cenário de aumento na circulação de vírus respiratórios, a rede municipal de saúde tem adotado medidas para reforçar o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em outros pontos estratégicos da capital. Boletins anteriores da SMS já haviam mencionado ampliação de equipes e plantões reforçados em períodos de pico de atendimento por síndromes respiratórias, estratégia que tende a ser mantida enquanto durar o período de maior circulação viral associado à estiagem.

Além do atendimento presencial nas unidades de saúde, a Secretaria mantém a oferta de vacinação domiciliar para pacientes com comorbidades que apresentam dificuldade de locomoção, garantindo que grupos de maior vulnerabilidade tenham acesso ao imunizante mesmo sem se deslocar até uma unidade de saúde. A estratégia busca ampliar a cobertura vacinal em um momento no qual as autoridades sanitárias reconhecem que a adesão da população segue abaixo do ideal, fator apontado como uma das causas do aumento expressivo nos casos registrados ao longo deste ano.

Cuidados recomendados pela Secretaria de Saúde para o período de seca

Entre as orientações reforçadas pela pasta está a manutenção da caderneta de vacinação atualizada, com destaque para a vacina contra a influenza, disponível de forma gratuita em todas as 72 USFs da capital e também na zona rural. A Secretaria recomenda ainda que a população mantenha hábitos simples, porém eficazes, de prevenção, como lavar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto sem necessidade e adotar a chamada etiqueta respiratória, que inclui cobrir boca e nariz com o cotovelo ao tossir ou espirrar, reduzindo a transmissão de vírus em ambientes fechados ou com aglomeração de pessoas.

A hidratação constante também aparece como recomendação importante neste período, já que a combinação entre calor intenso e baixa umidade aumenta o risco de ressecamento das vias respiratórias, tornando o organismo mais suscetível a infecções. A população que apresentar sintomas como febre, tosse persistente, dor no corpo ou dificuldade para respirar deve procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima, especialmente crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas, grupos para os quais o agravamento dos sintomas costuma ocorrer de forma mais rápida.

Com o período de estiagem devendo se estender pelas próximas semanas em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde deve manter o monitoramento constante dos indicadores epidemiológicos e a divulgação periódica de novos boletins sobre a circulação de vírus respiratórios na capital. A recomendação às famílias cuiabanas é acompanhar os canais oficiais da Prefeitura para se manterem informadas sobre pontos de vacinação, campanhas específicas e eventuais mudanças no atendimento das unidades de saúde ao longo deste período de maior risco para doenças respiratórias.

Fontes consultadas:
https://www.muvucapopular.com.br/2026/07/30/com-baixa-umidade-e-calor-intenso-cuiaba-amplia-cuidados-contra-gripe-e-pneumonia/
https://www.canalmt.com.br/2026/07/30/saiba-como-se-proteger-da-influenza-durante-a-estiagem-saude-reforca-vacinacao-em-cuiaba/
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/influenza-atinge-principalmente-grupos-prioritarios-para-vacinacao-em-cuiaba-imunizante-esta-disponivel-em-72-usfs

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