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Ilha da Banana começa a ganhar nova cara após anos de abandono no Centro de Cuiabá

Prefeito Abilio Brunini e governador Otaviano Pivetta acompanharam o início da revitalização do Largo do Rosário, área que ficou décadas cercada e degradada na região central da capital

O Largo do Rosário, mais conhecido pelos cuiabanos como Ilha da Banana, entrou nesta semana em uma nova fase depois de anos cercado e sem uso definido. Na tarde de quinta-feira (10), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, estiveram no local para acompanhar de perto o começo das obras de revitalização completa do espaço, situado entre o Morro da Luz e a avenida Tenente Coronel Duarte, na Prainha.

A visita reuniu secretários municipais ligados diretamente ao projeto, entre eles os responsáveis pelas pastas de Cultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Desenvolvimento Urbano, além do diretor geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos. A presença conjunta do Executivo municipal e estadual reforça que a intervenção é tocada em parceria entre os dois governos, com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística respondendo pela execução dos serviços.

Início das obras marca nova etapa para a região central

Os trabalhos de demolição dos imóveis remanescentes começaram na terça-feira (8), por determinação da Sinfra. O serviço inclui a retirada das estruturas ainda existentes, a limpeza geral da área e a regularização do terreno, etapas consideradas essenciais antes de qualquer nova intervenção urbanística no local.

A área tem cerca de 5,9 mil metros quadrados e, segundo o levantamento da própria Prefeitura, permaneceu por anos cercada e sem qualquer utilização, acumulando lixo e entulho. Essa situação também alimentou, ao longo do tempo, problemas relacionados à segurança pública na região, o que reforça o caráter estratégico da revitalização para a recuperação do Centro histórico de Cuiabá.

O contrato firmado para a execução dos serviços soma R$ 731 mil, com prazo de até 60 dias para conclusão desta primeira etapa. Depois da retirada dos entulhos, a previsão é que o terreno passe por preparação que acompanhe o declive natural entre o Morro da Luz e a avenida, respeitando as características geográficas do local.

Um histórico de mais de uma década de disputas

A chamada Ilha da Banana carrega um passado marcado por diferentes tentativas de intervenção que nunca chegaram a se concretizar. A região foi inicialmente incluída no projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, e depois passou a integrar o lote do BRT do Coxipó. Ao longo dos anos, desapropriações e disputas judiciais resultaram na retirada e na demolição de grande parte dos imóveis que ali existiam.

De acordo com a Sinfra, o terreno não integra mais o projeto do BRT. A área passa agora a ser tratada dentro de uma nova perspectiva, voltada à ocupação e à recuperação urbana, com um projeto de revitalização elaborado especificamente para o Largo do Rosário.

Ainda restam três moradores na área. Em um dos casos já existe acordo de desapropriação fechado, e a saída deve ocorrer em breve. Já outro imóvel, com aproximadamente 570 metros quadrados, depende da liberação de valores definidos judicialmente para que o processo de desapropriação seja concluído.

O que a revitalização representa para Cuiabá

A intervenção é vista pela gestão municipal como estratégica para a recuperação de uma das regiões mais simbólicas do Centro de Cuiabá. A ideia é devolver ao espaço uma função clara dentro da paisagem urbana, contribuindo para a melhoria do ambiente ao redor e reduzindo os problemas associados ao abandono da área nos últimos anos.

A presença conjunta do prefeito e do governador no local, durante o início dos trabalhos, também sinaliza a intenção de manter a articulação entre Município e Estado ao longo de toda a obra, já que a execução dos serviços está a cargo da Sinfra, enquanto a Prefeitura acompanha o planejamento urbano da área.

Para os moradores da região central, a expectativa é que a conclusão desta primeira etapa, prevista para até 60 dias, abra caminho para que o projeto de revitalização avance para as fases seguintes, com a definição mais detalhada de como o espaço será ocupado e utilizado pela população depois de mais de uma década de indefinição.

O acompanhamento da evolução das obras deve continuar sendo feito por moradores e comerciantes da região, que há anos convivem com o cenário de abandono do Largo do Rosário e agora veem o início de uma solução que, segundo a Prefeitura, é aguardada desde que a área foi cercada.

Fontes:
Prefeitura de Cuiabá

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