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Acompanhamento regular das mamas: Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues mostra como essa prática fortalece a prevenção

Prevenir não é apenas evitar a doença: é criar condições para que qualquer alteração seja identificada no momento mais favorável ao tratamento. Neste artigo, o médico radiologista e ex-secretário de Saúde, Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica como o acompanhamento regular das mamas contribui para a prevenção do câncer de mama, quais métodos compõem uma rotina de vigilância eficaz, de que forma o intervalo entre os exames influencia o desfecho clínico e por que essa prática precisa ser incorporada ao calendário de saúde da mulher com a mesma naturalidade de qualquer outro cuidado preventivo.

Por que o intervalo entre os exames é tão relevante quanto a realização deles?

Realizar a mamografia uma única vez e não retornar por vários anos compromete a eficácia do rastreamento de forma significativa. A maioria dos benefícios associados à detecção precoce do câncer de mama deriva justamente da regularidade: é a comparação entre exames sucessivos que permite identificar mudanças sutis que, isoladamente, poderiam passar despercebidas em uma única avaliação.

O Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues esclarece que o intervalo entre os exames deve ser definido com base no perfil de risco individual de cada mulher. Para a população geral, os protocolos orientam a mamografia bienal entre os 50 e 69 anos, mas mulheres com histórico familiar, densidade mamária aumentada ou outros marcadores de risco podem precisar de rastreamento anual iniciado mais cedo. Essa decisão pertence à consulta médica, e não ao acaso.

Qual é o papel do exame clínico das mamas nesse processo de vigilância?

O exame clínico das mamas, realizado pelo médico durante a consulta, continua sendo uma etapa insubstituível dentro do protocolo de acompanhamento. Ele permite avaliar características que a imagem isolada não captura, como textura, mobilidade, consistência e resposta ao toque, além de oferecer a oportunidade de o profissional escutar queixas que a paciente pode não ter associado espontaneamente à saúde mamária.

Vinicius Rodrigues reforça que o exame clínico e o exame de imagem são complementares, e não concorrentes. Enquanto a mamografia identifica alterações estruturais microscópicas, o exame físico contextualiza esses achados dentro do quadro clínico geral da paciente. A integração entre as duas abordagens eleva a acurácia diagnóstica e fortalece a tomada de decisão do profissional de saúde.

Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues
Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues

Como a densidade mamária interfere na escolha dos métodos de acompanhamento?

A densidade do tecido mamário é um fator que influencia diretamente a sensibilidade da mamografia. Mamas com alta densidade apresentam maior quantidade de tecido glandular em relação ao tecido adiposo, o que pode dificultar a visualização de nódulos e outras alterações nas imagens radiológicas convencionais. Nesse cenário, a adição da ultrassonografia ao protocolo de rastreamento é frequentemente indicada.

O ex-secretário de Saúde, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, destaca que a informação sobre a densidade mamária deve constar no laudo da mamografia e ser discutida com a paciente durante a consulta de seguimento. Compreender esse dado e suas implicações é parte do processo de educação em saúde que transforma o rastreamento em uma prática consciente, e não apenas em um procedimento cumprido por obrigação.

De que forma incorporar esse acompanhamento à rotina sem perder a continuidade?

A principal barreira para a regularidade do acompanhamento mamário não é a falta de interesse, mas a ausência de organização. Mulheres que não têm um médico de referência fixo, que dependem de serviços com longos prazos de agendamento ou que não recebem lembretes ativos tendem a deixar os exames acumularem meses de atraso sem perceber.

Criar um calendário pessoal de saúde, fixar datas próximas a eventos memoráveis do ano e solicitar ao médico assistente que registre ativamente a periodicidade dos exames são estratégias simples e eficazes. O médico radiologista Vinicius Rodrigues conclui que o sistema de saúde também precisa fazer sua parte, com convocações ativas e programas de rastreamento estruturados que retirem da mulher a responsabilidade exclusiva de lembrar o que deve ser feito e quando.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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